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Marcello Estevão defende, em Washington, continuidade das reformas no Brasil e na América Latina para garantir crescimento sustentável

Internacional

Secretário participou da 48ª Conferência da Américas, patrocinada pelo Council of the Americas e pelo Departamento de Estado Americano
publicado: 10/05/2018 11h36 última modificação: 11/05/2018 15h54

O secretário de Assuntos Internacionais, Marcello Estevão, participou nesta terça-feira, em Washignton, D.C. (EUA), da 48ª Conferência Anual em Washington sobre as Américas, patrocinada pelo Council of the Americas e pelo Departamento de Estado Americano.

Único representante da América Latina no encontro, o secretário do Ministério da Fazenda defendeu, na oportunidade, que o crescimento sustentável na região depende da continuidade das reformas institucionais observadas em vários países.

Segundo ele, a experiência brasileira é emblemática dos benefícios desse desenvolvimento institucional. “Desde que derrotamos a altíssima inflação em meados dos anos 90, estamos implementando mudanças que dão apoio à estabilidade e ao crescimento econômico”.

Durante a conferência, Marcello Estevão relatou que embora este progresso não seja continuo, a atual resistência da economia brasileira a choques externos é o resultado desta tendência. Na avaliação do representante brasileiro, a correção de rumo que o governo vem implementando desde meados de 2016 foi fundamental para sedimentar esta condição de menor vulnerabilidade.

Entre as medidas, citou as reformas estruturais fiscais, do mercado de trabalho, do mercado de crédito, do sistema educacional e da governança das empresas estatais, além de várias melhorias no ambiente de negócio (inclusive para importação e exportação de bens e serviços) e uma reformulação do sistema de leilões para investimentos em infraestrutura.

De acordo com o secretário, outros países da América Latina também estão progredindo em termos de reformas estruturais, o que os tornarão ainda mais resilientes a choques internacionais e aumentará o crescimento potencial da região.

Durante o evento, o secretário também defendeu a aprovação da reforma da Previdência como forma de “ancorar” o ajuste fiscal brasileiro no longo prazo, o fechamento de acordos bilaterais, a integração do Mercosul aos fluxos do comércio internacional e atração de investimento privado para o setor de infraestrutura. Este último ponto é uma prioridade da agenda de trabalho do G20 para os próximos anos e no momento está sob a liderança do Brasil e da Austrália.

Entre os temas discutidos na 48ª Conferência da Américas, destaque para: fontes de crescimento na América Latina; crise Venezuela; distúrbios financeiros na Argentina e o papel da China na Região.

Confira o painel “Future Drivers for Growth in the Americas” 
48ª Conferência Anual em Washington sobre as Américas