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Meirelles: mercado permaneceu estável mesmo com mudança do risco soberano do Brasil pela S&P

Segundo o ministro, histórico de aprovação de medidas pelo Congresso assegura continuidade das reformas
publicado: 12/01/2018 17h52 última modificação: 12/01/2018 18h05
Murilo Lima/MF

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira (12) que a alteração do risco soberano do Brasil feito pela agência Standard & Poor’s (S&P) de BB para BB - não afetou o comportamento do mercado cambial, dos juros e da bolsa de valores.

“A ênfase é a reação da economia, os indicadores de mercado que reagem mais rapidamente às avaliações das agências. O mercado cambial e os juros caíram um pouquinho e a bolsa permaneceu estável. Isso significa que o que a agência disse já estava no preço”, comentou o ministro.

Segundo ele, o mais relevante é a melhora da perspectiva da agência de negativa para estável. “O up grade e o downgrade é pontual. Não é um evento político”, apontou o ministro.

Ele acrescentou que essa perspectiva da agência de risco se baseia na previsão de estabilidade futura, com a continuação do crescimento, a inflação sob controle e a aprovação de reforma da Previdência e de outros projetos de ajuste fiscal pelo Congresso Nacional, como a tributação dos fundos de investimentos exclusivos e a reoneração da folha de pagamentos.

“O Congresso Nacional tem aprovado reformas fundamentais, como teto de gastos, a reforma trabalhista, a Lei das Estatais e a TLP (Taxa de Longo Prazo)”, destacou o ministro. Ele ainda citou que o adiamento do reajuste dos servidores está sendo equacionado no Judiciário.

O ministro afirmou estar confiante e seguro de que outras medidas serão aprovadas pelas casas legislativas, incluindo a agenda de reformas microeconômicas para aumentar a produtividade – como o aperfeiçoamento do cadastro positivo - e melhorias das condições de crédito.

Além do histórico de aprovação de medidas propostas pelo Executivo no Congresso, ele destacou que seu otimismo deve-se a atual trajetória de recuperação da economia, com previsão de crescimento econômico nesse ano, e a geração de mais de 1 milhão de empregos em 2017.

“Temos confiança de que os projetos serão aprovados em sua grande maioria. Vamos chegar ao final de 2018 com crescimento de 3%, aumentando o emprego e em condições fiscais e de produtividade capazes de assegurar o equilíbrio fiscal de curto e longo prazos”. Para Meirelles, a melhoria do rating é uma questão de tempo.


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