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Estoque da dívida pública atinge R$ 3,528 trilhões em janeiro

Dívida pública

Tesouro passa a anunciar, mensalmente, o relatório da dívida em forma de apresentação nas entrevistas coletivas
publicado: 26/02/2018 15h34 última modificação: 26/02/2018 15h34
Gustavo Raniere/MF

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) passou de R$ 3,559 trilhões em dezembro para R$ 3,528 trilhões em janeiro — o que representa redução, em termos nominais, de 0,87%. A variação deveu-se ao resgate líquido, no valor de R$ 52,50 bilhões e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 21,76 bilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve seu estoque reduzido em 0,87%, ao passar de R$ 3,435 trilhões para R$ 3,405 trilhões, devido ao resgate líquido, no valor de R$ 55,53 bilhões, compensado, parcialmente, pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 25,74 bilhões.

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe), houve redução de 0,76% sobre o apurado em dezembro, encerrando o mês de janeiro em R$ 122,85 bilhões (US$ 38,85 bilhões).

Emissões e Resgates

Em janeiro, as emissões da DPF corresponderam a R$ 56,81 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 109,31 bilhões, resultando em resgate líquido de R$ 52,50 bilhões, sendo R$ 55,53 bilhões referentes ao resgate líquido da DPMFi e R$ 3,04 bilhões referentes à emissão líquida da DPFe.

As emissões de títulos da DPMFi alcançaram R$ 51,36 bilhões, dos quais R$ 27,28 bilhões (53,11%) em papéis com remuneração prefixada; R$ 6,94 bilhões (13,50%) remunerados por índices de preços e R$ 17,10 bilhões (33,29%) em títulos indexados a taxa flutuante.

Composição

Em relação à composição da DPF, a participação da DPMFi manteve-se constante de dezembro para janeiro em 96,52%. Do mesmo modo, a participação da DPFe permaneceu em 3,48%.

A parcela dos títulos com remuneração prefixada da DPF passou de 35,34% em dezembro para 33,80% em janeiro. Já a participação dos títulos indexados a índice de preços passou de 29,55% para 30,17%; enquanto a parcela dos títulos remunerados por taxa flutuante aumentou de 31,51% para 32,43% do estoque em janeiro.

Detentores

O grupo Previdência apresentou variação negativa em seu estoque, passando entre dezembro e janeiro de R$ 874,56 bilhões para R$ 850,54 bilhões — o que corresponde à participação de 24,98%. As Instituições Financeiras também reduziram o estoque e passaram de R$ 766,96 bilhões para R$ 725,05 bilhões, equivalentes a 21,29% do total.  

Os Fundos de Investimento aumentaram seu estoque em R$ 64,23 bilhões, totalizando R$ 929,15 bilhões em janeiro. Com isso, a participação do grupo alcançou 27,28%. A participação dos Não residentes na DPMFi aumentou ligeiramente, passando de 12,12% para 12,41%, enquanto o grupo Governo reduziu a participação relativa, de 4,54% para 4,47%.  O estoque das Seguradoras diminuiu R$ 31,40 bilhões, passando de R$ 164,29 bilhões para R$ 132,89 em janeiro.

Vencimentos e prazo médio

O percentual de vencimentos da DPF para os próximos 12 meses apresentou aumento, passando de 16,94%, em dezembro, para 17,93%, em janeiro, dentro do intervalo do PAF.

O volume de títulos da DPMFi a vencer em até 12 meses passou de 17,29%, em dezembro, para 18,32%, em janeiro. Os títulos prefixados correspondem a 58,83% deste montante, seguidos pelos títulos indexados a taxa flutuante, os quais apresentam participação de 21,13% desse total.

O prazo médio da DPF apresentou aumento, passando de 4,26 anos em dezembro para 4,32 anos em janeiro.

Tesouro Direto

As emissões do programa Tesouro Direto em janeiro atingiram R$ 1,761 bilhão, enquanto os resgates corresponderam a R$ 3,429 bilhões, o que resultou em resgate líquido de R$ 1,668 bilhão.

O estoque alcançou R$ 47,239 bilhões, o que representa redução de 2,59% em relação ao mês anterior.  Em janeiro, alcançou-se o maior número de novos cadastros da série histórica com 82.568 novos participantes do programa. O total investidores cadastrados chegou a 1.915.352, o que representa incremento de 59,77% em relação ao mesmo mês do ano anterior. 

Apresentação ‘Relatório Mensal da Dívida Pública Federal’ 

O relatório mensal da dívida passa a ser divulgado aos jornalistas, durante a entrevista coletiva, em formato de apresentação. Para Leandro Secunho, coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro, a nova forma de apresentação visa “facilitar o acompanhamento da dívida pública sobre a perspectiva da evolução histórica”. Os dados da dívida, atualmente disponibilizados em três formas distintas, estão na página ‘Relatório Mensal da Dívida’ da Secretaria do Tesouro Nacional, que pode ser acessada por aqui

São também novidades de janeiro o lançamento da NTN-F de 10 anos com vencimento em janeiro de 2029 e o fato de os leilões das NTN-F passarem a ter a periodicidade semanal. O objetivo dessa última medida é diluir o volume de colocações e suavizar os riscos. 

Decreto nº 9.292 de 23 de fevereiro de 2018 

O Decreto publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (26)  “estabelece as características dos títulos da dívida pública mobiliária federal”. André Proite, coordenador-geral de Controle da Dívida Pública, esclareceu que mais do que atribuir particularidades aos títulos negociados, o Decreto tem por fim cancelar a possibilidade de emissão de alguns títulos, com a intenção de reduzir e simplificar as opções de títulos disponíveis. 

A emissão de títulos pode ser cancelada por diversos motivos, esclareceu Proite: pode não estar de acordo com os objetivos atuais, eles podem já ter cumprido seus objetivos, não terem mais estoque, não mais haver a legislação que os sustentam, entre outros. São exemplos de títulos cancelados pelo decreto de hoje  as séries NTN-A, CDP, NTN-P.


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26/02/2018 Entrevista coletiva do Resultado Mensal da Dívida de janeiro