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Estoque da dívida pública cresce 1,69% em novembro e atinge R$ 3,82 trilhões

STN

Tesouro Direto superou marca de 2,9 milhões de investidores; 67% de expansão nos últimos 12 meses
publicado: 26/12/2018 18h18 última modificação: 26/12/2018 18h33

O Estoque da Dívida Pública Federal (DPF) - que considera tanto a dívida pública interna como a externa - cresceu 1,69% em novembro comparado ao mês de outubro deste ano, passando de R$ 3,76 trilhões para R$ 3,82 trilhões. 

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) aumentou 1,59% , o que fez com que  DPMFi chegasse a R$ 3,67 trilhões em novembro. Enquanto a Dívida Pública Federal externa (DPFe) aumentou 4,27 %, alcançando R$ 146,9  bilhões.

Os números são do Relatório Mensal da Dívida divulgado nesta quarta-feira (26/12) em coletiva de imprensa em Brasília pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A publicação traz os principais números do endividamento interno e externo do governo. 

Ao abrir a coletiva, o coordenador de operações da Dívida Pública, Roberto Lobarinhas, lembrou que o mês de novembro foi marcado por volatilidade tanto no mercado externo quanto  no doméstico. No mercado externo, ele citou como um dos principais motivos a “guerra comercial” entre os Estados Unidos e diversos países – especialmente a China – o que também refletiu no mercado interno. Além disso, citou a queda no preço de petróleo que impactou negativamente, sobretudo moedas de países emergentes, como o Brasil. 

No mercado interno, ele também lembrou as discussões envolvendo a Reforma  da Previdência e a formação da nova equipe econômica. Para Lobarinhas, apesar do contexto, o mês de novembro começou e terminou positivo, citando as recentes falas conciliatórias do presidente  dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação às tensões comerciais e os indicadores de inflação no mercado interno maios baixos que o esperado. 

Detentores

Entre os principais detentores da DPMFi, a parcela dos fundos de Previdência recuou sua participação de 25,29% em outubro para 24,7%  em novembro, com o seu estoque atingindo R$ 908,7 bilhões. No mesmo período, a parcela das instituições financeiras aumentou seu estoque em R$ 28,5 bilhões saindo de R$ 820,6 bilhões para 849 bilhões (23,08% de participação). 

A participação de fundos de investimentos também cresceu, atingindo 26,28% do total do mês e tornando-se o grupo com maior participação.  Já a parcela de não residentes oscilou de 11,97% para 11,74%. Na carteira desse grupo, 90,6% dos títulos são prefixados. Lobarinhas destacou que, durante o ano, houve acréscimo do volume investido por todos os grupos. 

Vencimentos e Prazos

O percentual de títulos da DPF com vencimento nos próximos 12 meses caiu de 16,49% em outubro para 16,37% no mês de novembro. O coordenador de Operações da Dívida destacou que "quanto menos dívida tivermos vencendo no curto prazo, melhor para a gestão da dívida pública, já que isso reduz o  risco de refinanciamento por parte do governo”. 

O prazo médio da DPF caiu de 4,24 para 4,19 anos na comparação entre outubro e novembro, enquanto a vida média caiu de 5,85 anos para 5,77 anos. Já o custo médio da DPF, nos últimos doze meses, teve um crescimento de 10,06% a,a, em outubro para 10,11% a.a. em novembro. 

Tesouro Direto

No último mês de novembro, o Tesouro Direto (TD) – o programa de venda de títulos da dívida pública brasileira para pessoas físicas pela internet ­– continuou crescendo,atingindo 2,97 milhões investidores cadastrados, o que representa um aumento 67% no numero total de investidores no programa nos últimos doze meses, 34,7% deles ativos. 

A emissão líquida do Tesouro direto em novembro atingiu de R$ 476, 7 milhões. O título mais demandado no mês foi o Tesouro Selic, que respondeu 51,85% do total vendido. Em novembro, o estoque do programa atingiu R$ 53,15 bilhões. O título com maior representação no estoque é o Tesouro IPCA +, que corresponde a 46,05% do total. 

De acordo com o Tesouro Nacional, 84,5% das operações do TD foram de operações de até R$5 mil, realidade que, para Lobarinhas, alinha-se aos objetivos do programa de democratizar o acesso aos títulos públicos no país e oferecer possibilidades de planejamento financeiro para pequenos investidores.


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