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Meirelles: saque do FGTS simboliza linha de ação do governo

Autorização para saque não reduzirá recursos para financiamento da habitação
publicado: 14/02/2017 15h41 última modificação: 21/02/2017 17h42

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira (14/02) que o processo de diminuição do Estado em benefício da alocação de mais recursos para a sociedade brasileira significa maior eficiência e atende ao objetivo básico do governo:  uma política econômica elaborada para gerar crescimento econômico, emprego e renda.

“Nós podemos discutir meios de chegar lá, mas o objetivo final é o crescimento, a renda e o emprego. Nesse aspecto o governo está buscando privilegiar mais a eficiência e a melhor alocação de recursos diretamente pelos cidadãos e pelas cidadãs”, discursou o ministro durante a cerimônia de anúncio do calendário do pagamento das contas inativas do FGTS, no Palácio do Planalto.

Meirelles afirmou que a autorização do saque do FGTS sintetiza de forma prática e simbólica a linha de ação deste governo. “Em primeiro lugar é uma medida que beneficia diretamente o trabalhador brasileiro ”, destacou. Segundo o ministro, a iniciativa permite ao cidadão optar entre consumir, beneficiando a recuperação econômica; investir, aumentando a eficiência da aplicação; e quitar dívidas.

Para o caso de o cidadão optar pelo pagamento de dívida, o ministro observou tratar-se de outra forma de alavancar a economia, “na medida em que o alto endividamento das famílias e das pessoas é o maior impeditivo hoje para um crescimento mais rápido”.

O ministro da Fazenda também deixou a mensagem de que uma medida como a anunciada hoje simboliza que o Estado começa cada vez mais a não tutelar as pessoas. “Cada um tem a possibilidade e o direito de alocar os recursos da maneira que achar melhor, versus uma decisão centralizada de alocação, partindo do pressuposto que nós sabemos mais qual é o interesse de cada um do que o próprio interessado”, ressaltou.

Ele acrescentou que essa é proposta equivocada que gerou uma série de descaminhos na economia brasileira.

Por fim, Meirelles avaliou que a crise econômica está sendo superada e reafirmou que país crescerá 2% no final de 2017 na comparação com o final de 2016. “É um crescimento robusto de 2%, que vai se refletir no emprego, na renda e na arrecadação. Portanto, estamos no caminho certo. Toda essa abordagem não só é correta, mas ela está funcionando e está dando resultados concretos”, apontou.

Programa habitacional

Henrique Meirelles esclareceu a jornalistas após a cerimônia que a autorização do governo para o trabalhador sacar recursos das contas inativas do FGTS não reduzirá os recursos para financiamento da habitação. Segundo ele, o programa habitacional será cumprido rigorosamente.

“Nós fizemos cálculos atuariais bastante rigorosos e concluímos que há recursos suficientes para atender os objetivos desta liberação e do incentivo à economia e ao mesmo tempo assegurar recursos no nível adequado para o financiamento da habitação no Brasil. Não haverá nenhum tipo de problema nesta área”.

O ministro também avaliou que a medida terá impacto no crescimento econômico, assim como as iniciativas previstas na agenda microeconômica. “Vamos aguardar a evolução dos acontecimentos, mas certamente tudo isso vai ter efeito começando esse ano algumas das medidas, como esta, mas também com impacto nos anos seguintes”, comentou.

Recuperação econômica

Meirelles afirmou, ainda, que há um processo de recuperação econômica menos acelerado em razão do alto nível de endividamento das famílias e das empresas. “Isso fez com que o processo de retomada da economia brasileira não ocorresse imediatamente após a mudança da política econômica”, salientou.

Mas ponderou que esse quadro está sendo revertido. “As pessoas e as empresas começaram a pagar suas dívidas e diminuíram seu endividamento já no meio do ano e agora podem retomar a sua atividade, financiando o consumo, o investimento e a produção”, disse o ministro.

Para Meirelles, está tudo dentro das previsões do Ministério da Fazenda de retração no último trimestre de 2016 e crescimento nos três primeiros meses de 2017. “Os indicadores de maior produção no primeiro trimestre já foram consistentes e esperamos portanto crescimento levemente positivo.”

Inflação

O ministro da Fazenda também comentou sobre a projeção do mercado de que inflação esse ano ficará abaixo da meta. “O que está acontecendo mostra o sucesso do controle da inflação pela política monetária e o papel da política fiscal”, disse Meirelles.

Ele ainda lembrou que num regime de controle de inflação é normal que haja oscilação em torno da meta.  Citou que isso aconteceu entre 2005 a 2010, quando o Brasil registrou três anos de inflação abaixo da meta e três acima da meta. “É absolutamente normal”. 


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