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Estoque da dívida pública federal caiu 1,91% em janeiro para R$ 3 trilhões

Tesouro Direto

Tesouro Direto e menor vencimento da dívida em 12 meses são os destaques do mês
publicado: 20/02/2017 15h16 última modificação: 20/02/2017 19h32
Gustavo Raniere/MF

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) apresentou redução, em termos nominais, de 1,91%, passando de R$ 3,112 trilhões, em dezembro, para R$ 3,053 trilhões em janeiro.

A queda já era esperada em função do grande vencimento de títulos tradicionalmente registrados em janeiro, segundo comentou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Leandro Secunho, após a divulgação do relatório da DPF pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Ele acrescentou que a queda no estoque deveu-se basicamente ao resgate líquido de R$ 83,96 bilhões, que foi parcialmente compensado por apropriação de juros de R$ 24,5 bilhões.

Segundo Secunho, a estimativa é que no encerramento do ano o estoque fique dentro das bandas estabelecidas do Plano Anual de Financiamento da DPF (PAF), que varia entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões.

“Ainda estamos distantes desse intervalo indicativo porque temos onze meses à frente. Conforme façamos emissões líquidas nos  meses subsequentes, e tenhamos apropriação de juros, a expectativa é encerrarmos o ano dentro deste intervalo”, apontou o coordenador.

Emissões e resgates

No mês de janeiro, as emissões da Dívida Pública Federal (DPF) corresponderam a R$ 70,44 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 154,4 bilhões, resultando em um resgate líquido de R$ 83,96 bilhões,  dos quais R$ 75,39 bilhões referentes ao resgate líquido da Dívida Mobiliária Federal interna (DPMFi) e R$ 8,57 bilhões referentes ao resgate líquido da Dívida Pública Federal Externa (DPFe).

O grande destaque é o vencimento de títulos prefixados no mês de janeiro, conforme avaliou o   Leandro Secunho.  O vencimento de R$ 154,4 bilhões, disse ele, já era previsto e representa em torno de 30% dos resgates previstos para o ano de 2017.

As emissões da DPMFi alcançaram R$ 69,94 bilhões. Desse total, 54,68%  (R$ 38,25 bilhões) são representados por títulos prefixados, 20% (R$ 13,99 bilhões) títulos índices de preços e 25,25% (R$ 17,66 bilhões) em títulos indexados a taxa flutuante.

 “97% do que venceu da dívida interna em janeiro são títulos prefixados - LTN e NTNF com vencimento em primeiro de janeiro de 2017. Essa NTNF foi a primeira que emitimos com prazo de 10 anos”, destacou o coordenador.

Tesouro Direto

As emissões do Tesouro Direto em janeiro atingiram R$ 2,474 bilhões. Foi o maior volume vendido no programa em um mês específico. Os regates corresponderam a R$ 2,206 bilhões, resultando numa emissão líquida de R$ 268,3 milhões.

O estoque do programa alcançou R$ 41,69 bilhões, um acréscimo 56% em 12 meses. Leandro Secunho destacou o aumento do número de investidores cadastrados no Tesouro Direto no mês passado. “Foram 72.591 novos investidores. O maior número de novos cadastrados em um mês”.

O total de investidores chegou a 1.198.803, o que representa um incremento de 84% em dozes meses (janeiro/16 contra janeiro/17).

Dívida Externa

No mês de janeiro, os ingressos da DPFe totalizaram R$ 496,36 bilhões.Os resgates, por sua vez, totalizaram R$ 9 bilhões, sendo R$ 6,57 bilhões referentes ao pagamento do principal e R$ 2,49 bilhões ao pagamento de juros, ágios e encargos.

O destaque é para o Global 2017, com um volume de aproximadamente US$ 2 bilhões. É o maior vencimento previsto da dívida externa ao longo do ano, conforme Leandro Leandro Secunho. “Esse vencimento já tinha sido comprado ao longo de 2015 e 2016. Os dólares já estavam comprados, então o Tesouro não teve que comprar esse volume de dólares em janeiro”, comentou.

Composição

Em relação à composição da DPF, houve aumento na participação da DPMFi, passando de 95,95% em dezembro para 96,24% em janeiro. Em contrapartida, a DPF teve sua participação reduzida de 4,06% parra 3,76%.

Com o grande volume de vencimento de títulos prefixados registrados no mês passado, a parcela dos títulos com remuneração prefixada passou de 35,73% em dezembro para 33,37% em janeiro. “Essa valor está dentro do intervalo indicativo que esperamos encerrar o exercício, que é de 32% a 33%”, disse o coordenador-geral de Operações da Dívida.

Os demais grupos tiveram sua participação elevada. A participação dos títulos indexados a índices de preços passou de 31,83% para 33,08%. Já a parcela dos papéis remunerados por taxa flutuante passou de 28,24% parra 29,66% do estoque.

Detentores

A categoria Instituições Financeiras apresentou redução em estoque, passando de R$ 688,68 bilhões para R$ 625,77 bilhões entre dezembro e janeiro. Sua participação relativa diminuiu de 23,06 para 21,30%.

Também recuou a participação de Não-Residentes na DPMFi.  O estoque desse grupo apresentou decréscimo de R$ 10,01 bilhões devido ao vencimento de títulos em janeiro de 2017 e que ainda não foram integralmente rolados. Com isso, a participação relativa dos estrangeiros no estoque passou de 14,33% para 14,22% ,

O grupo Previdência apresentou variação positiva em seu estoque, passando de R$ 748,13 bilhões para R$ 751,65 bilhões. “Hoje, mais de ¼ da dívida é detido pelos fundos de previdência”, observou Secunho. Ele ainda destacou que o aumento do prazo dos títulos desse grupo de investidores.

“43% da carteira da Previdência são representados por títulos com mais de cinco anos, o que é positivo em termos de gestão da dívida. Temos o maior detentor da dívida em títulos de longo prazo”

Os Fundos de Investimentos também apresentaram aumento, de R$ 659,77 bilhões para R$ 682,51 bilhões, com participação relativa de 23,23%.

Vencimentos e prazo médio

O percentual de vencimentos da DPF para os próximos 12 meses apresentou redução, passando de 16,80% em dezembro para 15,44% em janeiro. “Esse é o menor valor da série histórica. Nunca tivemos tão pouca dívida vencendo em 12 meses. É bastante positivo”, comentou Leandro Secunho.

O volume de título da DPMFi a vencer em até 12 meses passou de 16,95% em dezembro para 15,71% em janeiro. Os prefixados correspondem a 64,52% deste montante, seguidos pelos títulos indexados a índices de preços, os quais apresentam participação de 24,22% desse total.

O prazo médio da DPF apresentou aumento, passando de 4,54 anos em dezembro para 4,68 anos em janeiro. O prazo médio da DPMFi aumentou, ao passar de 4,44 anos para 4,57 anos. Já o prazo médio da DPFe passou de 7,09 anos para 7,53 anos.

Custo médio

Houve queda no custo médio da DPF de 12,02% ao ano para 11,53% a.a. entre dezembro e janeiro, em função da desvalorização do dólar frente ao real. Já o custo médio em doze meses da DPMFi caiu de 13% a.a. em dezembro para 12,70% a.a. em janeiro. 


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