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Após aprovação da PEC, governo estuda medidas de promoção do crescimento, diz Meirelles

Em São Paulo, ministro defende ações focadas na eficiência e afirma que Brasil está cansado de medidas precipitadas
publicado: 05/12/2016 15h15 última modificação: 07/12/2016 11h54
Meirelles discursa no Congresso Brasileiro da Construção, organizado pela Fiesp, em São Paulo

Meirelles discursa no Congresso Brasileiro da Construção, organizado pela Fiesp, em São Paulo

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (05/12), em São Paulo, que passada a fase de aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita o crescimento das despesas públicas à inflação do ano anterior, o governo avalia a adoção de medidas de promoção de crescimento, de aumento de produtividade e de melhora de crédito.

“Existe uma série grande de medidas em estudo que serão anunciadas agora que a PEC do teto está aprovada, que era a prioridade e é a prioridade número um. Muitas medidas já foram, inclusive, aprovadas, como a questão do pré-sal e a norma de governança das empresas públicas”, disse o ministro a jornalistas após participar em São Paulo, da 12º ConstruBusiness - Congresso Brasileiro da Construção, promovido pela Fiesp.

O ministrou enfatizou ser importante que as medidas sejam tomadas com foco na eficiência e que sejam bem feitas. “O Brasil está cansado de medidas precipitadas e que voltam atrás ou que não são executadas. É muito importante continue sendo feito com muita segurança e com muita perseverança para dar certo e funcionar”.

Meirelles afirmou ainda ter recebido apoio integral do setor da construção civil às propostas da União de limitar o crescimento dos gastos públicos como forma de enfrentar a crise econômica, mas preservando a capacidade do governo de investir.

“Recebemos algumas mensagens muito importantes, inclusive um apoio integral às nossas propostas de limitar o crescimento dos gastos públicos, limitar as transferências de recursos públicos, preservando, no entanto, a capacidade do governo de investir. Investir naquele setor que vai gerar riqueza, como por exemplo, infraestrutura, com criação de novos postos de trabalho e diminuição do custo de produzir no Brasil”.

Segundo Meirelles, a mensagem básica do governo tem sido a de que, apesar de estar enfrentando a maior recessão da sua história e da demora na reação da atividade econômica, o Brasil já saiu da UTI. “A saída dessa crise é mais demorada, porque é uma crise muito profunda, muito longa. Mas está ocorrendo. O Brasil já saiu da UTI. Não está ainda com uma condição de sair disputando uma prova, isto é, correndo para um crescimento mais forte, mas é uma recuperação sólida”, enfatizou.

O ministrou destacou a celeridade na aprovação da PEC do teto dos gastos em dois turnos na Câmara Federal e em primeiro turno no Senado. “Portanto, em processo muito rápido de aprovação de mudança constitucional”, disse, citando ainda a reforma da Previdência que será apresentada pelo Executivo ao Congresso Nacional. “Tudo isso faz com que as medidas fundamentais já estejam em pleno andamento”, pontuou.

Cenário

Meirelles lembrou que pela primeira vez, desde 2011, houve uma recuperação da confiança e também um processo de reestruturação de dívida das empresas com os bancos. “As empresas já estão se preparando para crescer. Existem alguns setores que já mostram sinais de reação, principalmente ligados ao investimento, que é uma expectativa futura. E não há dúvida de que os analistas concordam que estamos saindo da recessão”, reafirmou.

O ministro ainda avaliou que existe um certo consenso de que o Brasil deve voltar a crescer em 2017. “Não me parece que há analistas que achem que o país vai continuar o ano que vem caindo a sua produção no patamar que está hoje. A discussão é quanto estará crescendo no próximo ano. Isto, sim, é uma discussão legítima e acontece em qualquer lugar do mundo. Agora todos concordam que o Brasil deve voltar a crescer no próximo ano. Portanto, já existe uma consolidação dessa expectativa.

Para Meirelles, é normal a inquietação da sociedade pela resolução da crise. “Comparado com a ansiedade de todos, estamos indo devagar nesse processo. [Mas] Comparado com o fato de que é a primeira vez em 28 anos, desde a aprovação da Constituição, que nós estamos enfrentando o problema da despesa pública no Brasil é uma velocidade impressionante”, concluiu.


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