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Meirelles diz que teto de gastos ajudará retomada do crescimento

Em São Paulo, ministro reforça que ajuste fiscal é objetivo final de limitar gasto público
publicado: 12/08/2016 20h39 última modificação: 31/10/2016 18h09

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reafirmou nesta sexta-feira (12/08) que tanto o projeto de renegociação das dívidas dos estados quanto a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita o crescimento dos gastos do governo federal têm como foco o ajuste fiscal.

“Eu acredito que a crise pela qual o Brasil está passando na área econômica é algo que ajuda a todos a entenderem que a raiz de tudo isso é a questão fiscal. Ela precisa ser resolvida para que o país volte a crescer”, disse o ministro. Ele participou do Fórum do XI Seminário Anual sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária, organizado pelo Banco Central, em São Paulo.

Meirelles também reforçou que o projeto de lei que prevê a reestruturação das dívidas dos estados com União preservou a contrapartida fundamental, que é estabelecer um limite para as despesas dos entes federativos. “Existia uma contrapartida auxiliar que foi colocada a pedido dos próprios governadores visando a facilitar o trabalho no sentido de atingir o teto. Mas isto é uma questão entre os governos e entre as suas bancadas e representação legislativa”, indicou.

O ministro também voltou a defender que limitar o crescimento dos gastos impactará não só na recuperação do crescimento como na estabilização da dívida. “É muito importante para o país, para a economia e para a geração e preservação do emprego que o gasto público seja controlado e que ele comece a cair como percentual do produto e, principalmente, que a dívida pública comece a crescer menos, se estabilizar e no devido tempo comece a cair”.

Para o dirigente da Fazenda o controle dos gastos também auxilia na redução da taxa de juros estrutural. “A taxa estrutural da economia vai caindo, o risco-país vai caindo. Isto é que é importante. É o que gera aumento da confiança, aumento da atividade econômica, e em consequência, do emprego, das vendas, entre outros”.

Também reafirmou que os governadores têm todos os instrumentos legais para cumprir o teto na medida em que eles têm todo o poder para mandar ou não mandar projetos que elevem as despesas. “É algo que está já em processo e vamos envidar todos os esforços para manter o teto de gastos nos estados e os gastos federais”.

Recuperação econômica

Henrique Meirelles ainda avaliou que a retomada da economia brasileira já está acontecendo em função do aumento da confiança.  “O que está impulsionando a retomada da economia brasileira é exatamente a retomada da confiança, o aumento do consumo, o aumento dos investimentos”, disse.

Para o ministro, a volatilidade cambial não é preponderante nesse processo. “No Brasil, a grande força é o mercado interno e a retomada da economia não depende necessariamente do valor do dólar e do valor das exportações”, afirmou Meirelles.

 “Eu acho até que temos que trabalhar para aumentar a fatia do mercado externo da economia brasileira. Mas o importante é que a economia se recupere, que o emprego se recupere, o consumo e os investimentos. Isto já está acontecendo e não tenho dúvida de que o Brasil estará crescendo e o ano que vem vai ter um crescimento que pode surpreender a muitos”, concluiu.