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Malan recebe delegação dos Países Baixos e vê retomada da confiança internacional no Brasil

publicado: 24/11/1998 23h00 última modificação: 26/05/2015 16h50
Notas Oficiais

25/11/1998


Malan recebe delegação dos Países Baixos e vê retomada da confiança


O ministro da Fazenda, Pedro Malan, recebeu hoje (25.11) em audiência a delegação oficial do reino dos Países Baixos, chefiada pelo primeiro-ministro da Holanda, Wim Kok, acompanhada por uma comitiva de cerca de 50 líderes empresariais. O ministro Malan fez um rápido histórico de como o Brasil decidiu enfrentar a crise internacional a partir da elaboração do Programa de Estabilidade Fiscal e de sua utilização como base para do acordo com o Fundo Monetário Internacional , agências multilaterais e governos dos países industrializados.

"Estamos confiantes que o programa de estabilidade fiscal será aprovado pelo Congresso, resultando no volume de esforço fiscal que pretendemos" – disse Malan aos integrantes da delegação dos Países Baixos. Ele informou que o fluxo cambial está estável em novembro, após ter havido uma perda de reservas de US$ 3 bilhões ainda em agosto, US$ 21,5 bilhões em setembro e cerca de US$ 3 bilhões em outubro. "Em novembro o fluxo voltou a se estabilizar", disse.

Grande parte da perda de reservas deveu-se a rumores e boatos em torno de uma suposta desvalorização do real, da imposição de controles sobre a saída de capitais e a divisão do custo da crise com os bancos privados ("burden sharing"). Nada disso se confirmou e a participação do setor privado está ocorrendo em bases voluntárias. "Estamos agora no processo de superar estas dificuldades", afirmou o ministro, referindo-se aos resultados da viagem aos Estados Unidos e Europa, quando obteve dos banqueiros privados e autoridades econômicas sinais claros da retomada da confiança .

A melhor expressão da manutenção da confiança dos investidores no país é que o total dos investimentos diretos estrangeiros nos últimos doze meses está em torno de US$ 23 bilhões, tornando o Brasil uma das principais economias em termos de atração deste tipo de capitais de longo prazo, segundo o ministro.

À delegação de autoridades e empresários dos Países Baixos, Malan reafirmou que o governo não mudará sua política cambial baseada no sistema de bandas, embora já venha regularmente movimentando-se em termos de alargamento do espaço entre o piso e o teto da banda cambial. Em conseqüência desta política, a desvalorização real da moeda brasileira ao longo deste ano deve situar-se em torno de 6%, já que a inflação certamente ficará abaixo de 2% em média.

Quanto às taxas de juros domésticas, o ministro da Fazenda disse que realmente elas estão em patamares onde não podem permanecer e que certamente a trajetória será declinante. "Agora, a velocidade com que se dará esta queda nas taxas de juros vai depender da implementação do nosso programa de estabilidade fiscal", concluiu.

  

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