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Gás Liqüefeito de Petróleo - GLP

publicado: 05/06/1998 00h00 última modificação: 26/05/2015 16h50
Notas Oficiais

05/06/1998



A presente Nota traz novas informações sobre o comportamento de preços do gás liqüefeito de petróleo – GLP - nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, desde a sua liberação no dia 17 de março último. Desde a liberação dos preços nos dois Estados, a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (SEAE) vem monitorando, com o auxílio dos Procon's, os preços dos botijões em 290 pontos de revenda da capital e interior de ambos os estados. O acompanhamento mostra até o momento a seguinte evolução nos preços do botijão de 13 kg (P-13) praticados nesses estados.

Tabela 1
Pesquisa de Preços do Botijão de 13 KG

Praças

Preços tabelados antes da
 liberação (R$)

Preços verificados na pesquisa de 25 a 29/Maio (R$)

Mín. – Máx.

Média

Variação (%)

São Paulo
Capital

6,61

7,30 – 8,50

7,82

18,3 %

São Paulo
 Interior

7,05(1)

7,50 – 9,00

8,39

19,0 %

Rio de Janeiro
Capital

6,78

7,50 – 8,00

7,73

14,0 %

Rio de Janeiro
Interior

6,77(2)

7,28 – 8,50

7,67

13,3 %

Fonte: Secretaria de Acompanhamento Econômico

(1) Média dos preços - os preços variavam entre R$ 6,61 e R$ 8,30, em função da distância entre ponto de venda e base de distribuição
(2) Média dos preços - os preços variavam entre R$ 6,49 e R$ 7,24.

É importante ressaltar que aproximadamente 3% do reajuste observado no Estado de São Paulo se deve à mudança de metodologia no cálculo do ICMS incidente sobre o produto. Após a liberação, tal cálculo passou a ser efetuado, nesse estado, com base em margem de lucro presumido de 30%.

As variações apontadas na tabela são comparáveis às indicadas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, da Fundação IBGE, e pelo Índice de Preços ao consumidor – IPC, da Fundação FIPE. O IPC/FIPE aponta em São Paulo um aumento nos preços do botijão de gás de 14,55%, desde a liberação até a segunda semana de maio. Já o índice do IBGE registra uma variação nominal desses preços, acumulada no período de março a abril, de 18,57% na capital de São Paulo e de 14,66% na capital do Rio de Janeiro. Para efeito de comparação, ainda conforme o IBGE, o reajuste médio nesse mesmo período nas demais capitais brasileiras, onde os preços ao consumidor foram reajustados também em 17 de março, e continuam tabelados, foi de 11,21%.

Quanto ao comportamento concorrencial do setor, os dados levantados mostram três importantes características:

  1. Após uma fase inicial de aumentos mais acentuados, os preços se estabilizaram e até mesmo declinaram em alguns pontos de venda. Isso ocorreu principalmente nas cidades do interior dos estados, nas quais os aumentos iniciais foram mais abruptos.

  2. Como já era esperado, surgiram significativas diferenças entre os preços das diversas distribuidoras de GLP e, conseqüentemente, de seus revendedores. Assim, na cidade de São Paulo, por exemplo, embora a média ponderada de preços esteja em R$ 7,82, a sua variação é de R$ 7,30 a R$ 8,50. Este aspecto sublinha a importância do papel do consumidor, que deverá estar atento para escolher a melhor relação entre qualidade do serviço, por um lado, e preço, por outro lado.

  3. Por outro lado, conforme informado na Nota à Imprensa de 23 de abril, em determinadas localidades, foi verificada, no primeiro momento, tendência à uniformização de preços. Como o funcionamento de mercado concorrencial foi a premissa básica da liberação, e a continuidade do processo está condicionada a essa premissa, a Seae monitorou atentamente os movimentos de preços nessas localidades, inclusive entrando em contato com as distribuidoras. Como resultado, nas últimas pesquisas observou-se não apenas a diferenciação dos preços nos diversos pontos de venda, mas também seu recuo em relação aos preços praticados imediatamente após a liberação.

A continuação do processo de desregulamentação do setor de GLP, inclusive mediante o avanço do processo de liberação de preços, dependerá do êxito da experiência nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, bem como do progresso satisfatório do programa de requalificação de botijões, ora em curso.


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