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Tesouro registra superávit em julho

publicado: 14/08/1996 00h00 última modificação: 26/05/2015 16h50
Notas Oficiais

14/08/1996

Tesouro registra superávit em julho

A Secretaria do Tesouro Nacional apresentou hoje (14.07) o resultado das contas do governo no mês de julho. No conceito de Necessidades de Financiamento, foi registrado um superávit operacional de R$ 114 milhões e um superávit primário de R$ 933 milhões. Houve uma redução de 45% no déficit operacional acumulado de janeiro a junho de 96, que totalizou R$ 1,5 bilhões, o que representa 0,35% do PIB. No ano passado, o déficit acumulado no mesmo período foi de R$ 2,8 bilhões, cerca de 0,67% do PIB.

As cinco semanas do mês de julho provocaram uma alta na arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Física e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em relação a junho, que teve apenas quatro semanas. O crescimento na venda de veículos importados trouxe um aumento do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) recolhidos. Além disso, a Receita recolheu R$ 200 milhões da Eletrobrás em dividendos, provenientes da privatização da Light. O secretário do Tesouro, Murilo Portugal, explicou que esses fatores aumentaram a receita total, provocando o superávit. A estabilidade da Dívida Pública Mobiliária Federal e a queda nas despesas com o funcionalismo público também contribuíram, reduzindo a despesa total.

As receitas tributárias somaram R$ 7,5 bilhões, voltando aos níveis apresentados em abril e maio. De janeiro a junho de 96 a receita total foi de R$ 54,2 bilhões, menor do que o arrecadado em 95 no mesmo período, quando registrou R$ 54,9. Isso se explica pela diminuição da atividade econômica no começo de 96, quadro que começou a se reverter no início do segundo semestre deste ano.

As despesas totalizaram R$ 6,5 bilhões, resultado melhor do que o mês passado, quando as despesas totais foram de R$ 7,7 bilhões, e melhor também em relação a julho de 95, que teve um saldo de R$ 7,2 bilhões em despesas. Os gastos com o funcionalismo público diminuíram em 15% e com os custeios e investimentos, 7%.

Segundo o critério de caixa, houve também um superávit de R$ 544 milhões. As receitas somaram R$ 7,9 bilhões e as despesas, R$ 7,4 bilhões.

O secretário Murilo Portugal destacou a tendência de estabillidade da Dívida Pública Mobiliária Federal, que praticamente não cresceu a partir de junho. A dívida em poder do mercado atingiu R$ 70,2 bilhões, o que representa 9,76% do PIB.

 

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